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Profecia sobre eleição de Donald Trump vira filme

Longa-metragem divide opiniões, com muitos classificando-o de “herético”


Donald Trump
Donald Trump.

Alunos e professores do departamento de cinema da Liberty University estão ajudando a produzir um longa-metragem, com cerca de uma hora e meia de duração. Ele destaca como um movimento de oração nacional resultou na eleição do presidente Donald Trump.

Chamado de “The Trump Prophecy” [A Profecia de Trump], o filme, que mistura testemunhos e reconstituições deve chegar às telas dia 2 de outubro. A produção ficou a cargo de Rick Eldridge, que já fez um documentário sobre as “Luas de Sangue”, baseado no livro do pastor John Hagee.

Cerca de 56 estudantes envolvidos nas filmagens optaram por adaptar o roteiro a partir do livro “The Trump Prophecies”, lançado no ano passado. Ele aborda as profecias de um cristão chamado Mark Taylor, que em 2011 teve a revelação que Trump se tornaria presidente como parte de um plano divino.

Taylor, que falou sobre isso várias vezes em programas cristãos, sempre disse que, num primeiro momento, duvidou que fosse uma profecia, pois Trump não era um político. Quando ele anunciou que concorreria, em 2016, ele começou um movimento de intercessão pelo bilionário.

Segundo a Liberty, cujo presidente é um antigo apoiador de Trump, a ideia é mostrar aos espectadores a força do movimento de oração.

“Espero que o filme ajude a oferecer um maior entendimento do que acontece quando as pessoas se reúnem em oração e a importância de se saber pelo que orar”, explicou o diretor do filme, Stephan Schultze.

Mas a ideia não é unanimidade entre a comunidade evangélica. O teólogo Michael Brown, fez ressalvas sobre apresentar a ideia de que Trump é um “arauto de Deus”.

“Minha maior preocupação é que isso possa levar a um exagero, onde se coloca o presidente acima de qualquer crítica, ou a tentativa de associar o Reino de Deus com sociedade secular, pois isso pode levar a algum tipo de triunfalismo espiritual”, afirmou Brown ao The Christian Post.

Heresia

A controvérsia cresceu quando foi lançada uma petição online para que o filme não fosse distribuído nos EUA, classificando a produção de “herética”.

John Fea, professor do Messiah College, na Pensilvânia, sempre criticou as associações da figura de Trump com profecias, lamenta que vários líderes pentecostais insistam nessa tese.

“Esses ‘profetas’ como Mike Bickle, Lance Wallnau, Frank Amedia e o falecido Kim Clement representam uma ala crescente do evangelismo americano. Eles tentam usar uma abordagem espiritual do seu engajamento político”, avalia.

“Nem todos os evangélicos acreditam em profecia, mas mesmo que você acredite que Deus fala às pessoas sobre política, é muito perigoso estabelecer candidatos políticos baseados em afirmações subjetivas”, argumentou Fea. “E se eu disser que tive um sonho ou uma visão que Donald Trump na verdade é o Anticristo?”, questiona. “Quem poderá dizer que minha revelação é menos profética que de Taylor ou dos outros?”.



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