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Pediatras chamam animação de super-heroínas drag queens de “imprópria para crianças”

Médicos denunciam o perigo da nova produção da Netflix


Super Drags
Super Drags. (Foto: Divulgação)

Quando a Netflix anunciou que lançaria, no segundo semestre, a série de animação brasileira “Super drags”, gerou muitos debates sobre a tentativa de mostrar para o público infantil drag queens como modelos, uma vez que é reconhecido o impacto que personagens heroicos têm sobre as crianças.

Agora, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) se manifestou formalmente contra o conteúdo, que considera “impróprio” para crianças. Em nota diz que eles falam “em nome de cerca de 40 mil especialistas na saúde física, mental e emocional de cerca de 60 de milhões de crianças e adolescentes”.

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Afirma que está é preciso fazer um alerta “para os riscos de se utilizar uma linguagem iminentemente infantil para discutir tópicos próprios do mundo adulto” e chega a pedir que a série não seja exibida.

“A SBP reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e com a diversidade, mas apela à plataforma que cancele esse lançamento, como expressão de compromisso do desenvolvimento de futuras gerações”, afirma a entidade.

Pede ainda que os políticos reabram no Congresso “o debate sobre a retomada da Classificação Indicativa ouvindo a contribuição dos especialistas, o que permitirá encontrar solução que não comprometa questões artísticas e assegure mecanismos de proteção para o público composto por crianças e adolescentes”.

Trata-se da primeira animação original da Netflix produzida no Brasil. Segundo o serviço de streaming, a história é sobre três homens que trabalham durante o dia em uma loja de departamento, mas de noite tornam-se drag queens que combatem o crime.

Por sua vez, a Netflix Brasil explica que a série não é voltada para crianças, estando disponível apenas na plataforma adulta, e não na Kids. Lembra ainda que a empresa oferece opções para que os pais controlem o que os filhos assistem através da inclusão de uma senha que impede o livre acesso para material com classificação indicativa superior à idade da criança.



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