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“Os Últimos Jedi” renova interesse pela religião jediismo

Filosofia da série Star Wars tenta se firmar como opção religiosa


Os Últimos Jedi
Os Últimos Jedi

“Star Wars: Os Últimos Jedi” estreou mundialmente esta semana, gerando um interesse renovado pela franquia mais bem-sucedida do cinema. Embora para a maioria dos espectadores, o oitavo capítulo da saga intergaláctica seja garantia de entretenimento, para alguns fãs radicais, é quase uma “revelação”.

Já existem seguidores do jediismo, um grupo religioso que prega a influência da “força” na vida fora das telas. O que era apenas devoção pela série de filmes se manifesta como fé religiosa.

O documentário “American Jedi”, dirigido pelo cineasta Laurent Malaquais, aborda o quanto esse movimento filosófico/religioso vem crescendo. A Igreja Jedi, ou Jediismo afirma possuir 500 mil membros em todo o mundo. Curiosamente, no último censo do Reino Unido, foi a sétima maior religião mencionada.

Em 2001, nove mil moradores do Canadá afirmaram seguir a “Ordem de Jedi” como religião. No mesmo ano, 53 mil moradores da Nova Zelândia se identificaram assim. A República Tcheca contabiliza mais de 15 mil adeptos. Há inclusive brasileiros que dizem ser parte do movimento.

O fundador desse movimento religioso no Reino Unido, Daniel Jones deu uma entrevista recentemente, onde questionou a fé dos cristãos em Jesus. Ele afirma como o Jediismo está buscando o reconhecimento do governo como religião. Segundo ele, o site do movimento tem recebido, em média, 30.000 visitas em seu site todos os dias desde que o novo filme foi lançado.

Curiosamente, tanto nos filmes “Rogue One” (2016) quando em “Os Últimos Jedi” (2017), os jedis são tratados claramente como um movimento religioso, com direito a templos, Escrituras Sagradas e sacerdotes. Sem esquecer, claro, da onipresente “força” que mantém o equilíbrio no universo.

O documentário de Malaquais mostra como algumas pessoas que eram fãs dos filmes de Star Wars passaram a se designar seguidores de Jedi, representantes do “lado da luz” e apresentando-se como os guardiões da paz e da justiça na galáxia.

Eles possuem inclusive o que chamam de “Código Jedi”, que funciona como um credo, onde estabelecem suas crenças.

“Jedi americano”, mostra como um jovem chamado Opie Macleod se dedica a essa busca pela “força”.  Ele ajuda a treinar novos seguidores, como o ex-soldado da marinha Perris Cartwright.

“O Jediismo não é como uma varinha mágica. Trata-se de um processo de aprendizagem”, diz Cartwright. Para pessoas como Macleod e Cartwright, o Jediismo é um estilo de vida. Após acompanhar as reuniões dos jediistas por meses, o documentarista conclui: “Eu acredito que o Jediismo é uma religião. Afinal, é inspirado por práticas religiosas antigas e definitivamente oferece uma opção de religião para quem busca um sentido de vida”. Com informações de The Mirror e Huff Post



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